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Tricologia

Alopecia
cicatricial

Grupo de doenças em que a inflamação pode danificar o folículo de forma permanente, como a alopecia frontal fibrosante e o líquen plano pilar.


Rascunho — pendente de revisão médica da Dra. Alexandra

Nas alopecias cicatriciais, a inflamação pode destruir o folículo e substituí-lo por cicatriz, o que torna a área sem fios permanente. Por isso, reconhecer cedo quadros como a alopecia frontal fibrosante e o líquen plano pilar é importante, sempre com base em avaliação individual.

O que são as alopecias cicatriciais

Ao contrário da maioria das quedas, em que o folículo continua vivo e o fio pode voltar a crescer, nas alopecias cicatriciais a inflamação pode danificar o folículo de forma definitiva. Onde já houve cicatriz, o cabelo não retorna, mas ainda é possível atuar para tentar preservar as áreas que permanecem ativas.

Duas formas frequentes são a alopecia frontal fibrosante, que costuma recuar a linha do cabelo na testa e nas laterais e pode envolver as sobrancelhas, e o líquen plano pilar, que provoca inflamação ao redor dos folículos, às vezes com vermelhidão, descamação, coceira ou ardência. Ambas exigem investigação cuidadosa.

Sinais de alerta e diagnóstico

Alguns sinais merecem atenção: recuo progressivo da linha frontal, perda de sobrancelhas, áreas do couro cabeludo que ficam lisas e brilhantes, sem os poros habituais, e sintomas persistentes como coceira, ardência e descamação.

O diagnóstico costuma reunir a história, a tricoscopia e, em muitos casos, a biópsia de couro cabeludo, que ajuda a confirmar o tipo de inflamação. Por serem quadros que podem progredir, o objetivo do acompanhamento é tentar controlar a atividade da doença e preservar os fios existentes, entendendo que o que já cicatrizou não volta e que a evolução depende de cada pessoa.

  • Recuo da linha do cabelo na testa e nas laterais
  • Perda ou afinamento das sobrancelhas
  • Áreas lisas e brilhantes, sem poros visíveis
  • Coceira, ardência ou descamação persistentes

Quando a descamação é um sinal de alerta

Nem toda descamação no couro cabeludo é caspa. Em algumas alopecias cicatriciais, a descamação se concentra ao redor da saída dos fios, formando pequenos "colarinhos" de escamas, e costuma vir acompanhada de vermelhidão, coceira, ardor ou dor. No líquen plano pilar esse padrão é frequente; na foliculite decalvante podem surgir pústulas e crostas; e no lúpus discoide aparecem placas avermelhadas com descamação aderida.

Como esses quadros podem ser confundidos com dermatite seborreica ou psoríase, a tricoscopia e, quando indicado, a biópsia ajudam a diferenciar. Reconhecer os sinais cedo é o que permite tentar controlar a inflamação antes que ela deixe cicatriz. Veja também caspa e descamação do couro cabeludo e lúpus e colagenoses.

Dúvidas comuns: pintar, luzes, progressiva e transplante

Muitas pessoas se perguntam se podem continuar pintando o cabelo, fazendo luzes ou usando progressiva. Não existe uma resposta única: isso depende do quadro, do momento da doença e da sensibilidade do couro cabeludo, e deve ser conversado individualmente na consulta, já que procedimentos químicos podem irritar a região em algumas fases.

Sobre o transplante capilar, é preciso cautela nas alopecias cicatriciais. Enquanto a doença está ativa, o transplante costuma não ser recomendado, porque a mesma inflamação que danifica os folículos pode afetar os fios transplantados. Qualquer decisão desse tipo passa por avaliar se a doença está controlada e depende de análise individual.

Perguntas frequentes
O cabelo volta a nascer na área cicatrizada?

Onde o folículo já foi substituído por cicatriz, o fio não retorna. Por isso o foco do acompanhamento é tentar controlar a inflamação e preservar as áreas ainda ativas, sempre conforme a avaliação individual.

Posso pintar o cabelo ou fazer luzes e progressiva?

Depende do quadro e do momento da doença. Procedimentos químicos podem irritar o couro cabeludo em algumas fases, então essa decisão deve ser conversada individualmente na consulta.

Alopecia frontal fibrosante tem a ver com envelhecimento?

É um quadro observado com frequência a partir da meia-idade, sobretudo em mulheres, mas suas causas são complexas e ainda estudadas. O importante é reconhecê-la e acompanhá-la, o que depende de avaliação médica.

Posso fazer transplante capilar?

Nas alopecias cicatriciais é preciso cautela. Com a doença ativa, o transplante costuma não ser recomendado, pois a inflamação pode afetar os fios transplantados. A decisão depende de avaliar o controle da doença, caso a caso.

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